Comissão: os dois cobram por categoria
Nenhuma das duas plataformas tem uma comissão única — ambas cobram um percentual que varia conforme a categoria do produto. No Mercado Livre, o percentual também muda entre anúncio Clássico e Premium (o Premium cobra mais, mas dá mais exposição e parcelamento sem juros pro comprador). Na Amazon, a "taxa de referência" varia de 10% a 15% dependendo da categoria, mais uma comissão mínima por item (R$1 ou R$2) que entra quando o percentual calculado fica abaixo desse piso — relevante principalmente pra produtos de ticket baixo.
A grande diferença: como o frete entra na conta
Aqui está a diferença mais importante entre as duas pra quem está precificando: desde março de 2026, o Mercado Livre não usa mais uma tarifa fixa para produtos abaixo de R$79 — o custo agora é variável, calculado por peso, dimensão e cubagem da embalagem, sem uma tabela pública fechada. Isso significa que, pra itens abaixo de R$79 no Mercado Livre, você precisa consultar o simulador oficial da plataforma pra saber o valor exato do frete e informar esse número manualmente.
Na Amazon, o plano de vendas (Individual, R$2 por item, ou Profissional, R$19/mês fixo) cobre a venda em si, mas as taxas de armazenagem e envio via FBA (se você usa o serviço de logística da Amazon) são separadas e variam por peso, dimensão e sazonalidade — também fora do escopo de uma conta simples de precificação.
Plano de vendas: mensalidade fixa x taxa por item
A Amazon oferece dois planos bem definidos: Individual (sem mensalidade, mas R$2 por item vendido) e Profissional (R$19/mês fixos, sem taxa por item, com acesso a relatórios avançados e FBA). Pra quem vende poucas unidades por mês, o Individual pode sair mais barato; a partir de um certo volume, o Profissional compensa. O Mercado Livre não tem essa divisão — a comissão por venda é o mesmo modelo pra todo mundo, variando só por categoria e tipo de anúncio.
Qual escolher?
Não existe resposta única — depende da categoria do produto, do ticket médio e do volume de vendas esperado. Categorias com comissão mais baixa na Amazon podem compensar lá; produtos que já têm tração forte no Mercado Livre (marketplace historicamente maior no Brasil) podem justificar ficar por lá mesmo com comissão um pouco mais alta, pela exposição. O mais seguro é simular o mesmo produto nas duas calculadoras e comparar o preço final necessário pra bater a mesma margem.